quinta-feira, 13 de abril de 2017

13 Reasons Why


Assisti a série tão falada: 13 reasons why. Achei muito legal e bem desenvolvida porque é daquelas que te prendem e você quer muito continuar assistindo. E o tema também é muito interessante porque, além da mensagem de que "bullying não é legal", nos faz ver que pequenas coisas importam e o que é uma brincadeira ou uma piada pra alguém pode ser algo muito impactante e doloroso para outra pessoa, pois nunca sabemos o que o outro está passando...
Isso me lembrou da época da escola. Eu nunca me senti "perseguida" com ofensas ou brincadeiras até porque isso não acontecia comigo com frequência e toda vez que alguém queria me zoar porque eu era "BV" ou porque levei o "lanche da mamãe" no recreio eu simplesmente não me importava. Mas não é todo mundo que não se importa e não podemos achar ou querer que as pessoas sejam como nós. Eu sempre tentei seguir o lema: trate as pessoas como você gostaria de ser tratado.
Por isso eu nunca achei engraçada as piadas com outras pessoas e tentava não participar disso e às vezes até defendia as pessoas quando via algo desrespeitoso acontecendo. Quando fazia aniversário sempre chamava todo mundo da minha sala, porque não gostava de excluir ninguém. Sempre fui (e sou) muito irônica, mas nunca brincava com a intenção de desrespeitar alguém, e quase nunca brincava com quem não conhecia direito, justamente por não saber como a pessoa entenderia a minha piada. Mas talvez eu pudesse ter feito mais do que isso... acho que tratar as pessoas como você gostaria de ser tratado foi um bom primeiro passo, mas devemos ir além, porque o fato de eu não me importar que me chamem de "ridícula" ou "burra" quando falo alguma besteira, por exemplo, não significa que eu posso falar desta maneira com outra pessoa porque ela pode se importar. É o que minha mãe sempre me diz: "Cuidado com as palavras, filha. Elas podem machucar alguém".

domingo, 4 de setembro de 2016

Tem gente...



Tem gente que faz um bem danado só de estar por perto. Do lado. De segurar sua mão. De dar um sorriso ou falar qualquer coisa boba, mas tão importante! Que te faz sorrir só de passar pelo seu pensamento. Sem nem saber, nem desconfiar. Faz um bem sem querer... faz um bem!!! Tem gente que faz você ficar mais esquecido. Mais esquecido de você... mas muito menos esquecido dela. Faz você sentir saudades, faz você se sentir bobo... faz você sentir!

Tem gente que diverte! Faz você rir até não poder mais. Faz você se esquecer de alguns problemas, algumas preocupações. Faz você perder a hora. Faz você se sentir querido. Faz você se sentir tão especial quanto ela é. Tem gente que é companheira! Faz você não se sentir sozinho, abandonado. Faz você ter certeza que se precisar, é só chamar. Tem gente que te dá atenção, te ouve. Faz você se acalmar. Te conforta. Te acolhe.

Tem gente que faz tudo isso. Tem gente não... tem uma pessoa. Uma só...

sábado, 3 de agosto de 2013

Do avesso

Eu não gosto de deixar ninguém para trás. Mas algumas pessoas me perdem um pouco a cada dia e nem percebem. Ou fingem não perceber. Mas é nessas  horas que a vida te vira do avesso, e você descobre que o avesso é o seu lado certo. Quando você se cansa um pouco de ser você mesma - em apenas alguns aspectos - e passa a ser de outro jeito. Mais egoísta? Mais chato? Mais sincero? Não sei. Mas uma hora você começa a entender realmente que poucas coisas são para sempre, e que para conseguir ser para sempre é preciso de algo a mais. É preciso querer muito... querer de coração. Não é a toa que são poucas as pessoas que conseguem te ter para sempre. Não é por acaso. É por merecimento.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Cara-metade

Nunca acreditei nessa lenda de que, para cada pessoa, existe outra que a completa. Pra mim não tem essa de metade da laranja, tampa da panela, alma gêmea, cara-metade... Pra mim isso não traz nossa felicidade. Acho que ser feliz é se auto-completar! Saber viver sozinho, se conhecer. Uma companhia agradável só faz melhorar, claro. Mas quem me completa sou eu mesma, e não o outro.

Essa história de que opostos se atraem ou de que pessoas parecidas se dão bem: tudo mentira! Felicidade não tem roteiro, não tem regra, não tem fórmula. Felicidade é simples. É feita de momentos. Momentos são feitos para viver... e só! O outro tem o poder de transformar seus momentos em pedaços de felicidade... mas não tem o poder de completá-los, e sim, de exagerá-los!

Não quero ninguém que me complete. Quero alguém que me transborde.


segunda-feira, 18 de junho de 2012

Se eu pudesse escolher...

Tempo livre te faz pensar. E pensando percebi que por mais feliz ou completa que minha vida possa parecer, ela não é. Ou não está. Claro que passamos por altos e baixos e que sentimentos ruins vêm à tona e que obviamente não gostamos disso. Ninguém gosta de ficar triste. Estar triste. Ou qualquer outro tipo de sentimento que não te deixe bem. Só que às vezes cansa ser assim: tão feliz, alegre e brincalhona. E nem sempre é assim. É claro que é uma opção guardar tudo dentro de si, como um grande baú que é capaz de guardar todas as lembranças, todos os momentos... bons e ruins. Que você pode até mudar de cidade e aí é só carregá-lo consigo, para cima e para baixo, aonde quer que você vá. Um baú forte, inquebrável, que possui todas aquelas recordações importantes e que estão seguras ali. Todas ali. Mas não é bem assim...

Às vezes é preciso gritar, dizer o que sente. O fato é que uns fazem isso demais, outros de menos. E assim é a vida, assim são as pessoas. É assim que é! Não há o que fazer. Começo a chegar à conclusão de que as pessoas não mudam. Ou se mudam, mudam muito pouco. Quase nada. Tão pouco que às vezes o esforço de mudar parece nem valer à pena. E então temos que nos acostumar com isso e aprender a conviver, ou mudar radicalmente. Mas se as pessoas não mudam, então precisamos mudar de pessoas... E isso é difícil. Não é como trocar um baú, e tirar todos os objetos que estão dentro do velho e colocá-los dentro do novo baú. Não é tão fácil assim...

Claro que se pudéssemos escolher o baú perfeito, desde o começo, escolheríamos. Mas não dá pra prever todas as mudanças, tempestades, e tudo que pode tornar aquele baú - uma hora perfeito - imperfeito. Se pudéssemos escolher... mas não podemos. Não podemos porque nem tudo é uma escolha. Nem tudo depende apenas de nós. Depender de outras pessoas e da escolha dessas pessoas, talvez seja uma das coisas mais difíceis que temos que aprender com o tempo. Se pudesse, escolheria ouvir mais "bom dia" de alguns, mais "desculpa", mais "eu te amo" de outros. Mas não é assim... Os outros nos dão aquilo que querem, ou que julgam que merecemos, e às vezes sem nenhum motivo aparente. E nem sempre depende só de nós. Se pudesse escolher apenas uma coisa, escolheria mais diálogo. Diálogo? Que escolha estranha, né?

Enfim. De que adianta fantasiar uma vida se não for para vivê-la? E é por isso que já que não posso escolher, ao menos posso escolher ser. E é o que eu faço. Tento ser aquilo que eu gostaria que existisse mais! Tento dizer mais "bom dia", mais "desculpa", mais "eu te amo"... Só que às vezes cansa dizer, dizer, dizer e nunca ouvir. Por isso é que eu escolheria mais diálogo.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Desabafo

Quando é que as pessoas deixam de se importar? "Esqueça este assunto, desapegue!", já aparecem os conselhos daqueles que se consideram mais sábios, experientes, e sabem viver. O melhor a se fazer é não pensar mais no assunto e aí, uma hora, sem mais nem menos, tudo se resolve e as coisas que você mais quer acontecem pra você. Não funciona assim para mim. Não mesmo.

Quanto mais me convenço de que preciso "deixar pra lá" e me desapegar de certos pensamentos, mais eu penso sobre. Porque, afinal, quando estou pensando em não me importar eu já estou me importando. E quando mais eu tento fugir, mais eu me aproximo daquilo. Não entendo como essas pessoas têm um botão de liga e desliga que controlam aquilo que elas sentem ou pensam. Não entendo.

Talvez isso seja apenas um "dom" que as pessoas têm e que eu, definitivamente, não tenho. E algumas pessoas simplesmente não entendem isso em mim. Ou não querem entender. Ou não têm paciência pra perder o tempo delas tentando me compreender. Seja lá o motivo, é péssimo sentir isso, sozinha, apenas dentro de mim.

Não consigo fingir que nada aconteceu e, então, não pensar mais nisso. Nem deixar pra depois. Qualquer assunto mal resolvido, para mim, fica dentro de mim, até que eu encontre uma solução, uma explicação, um sentido. Talvez meu jeito seja exagerado pra algumas pessoas, talvez algumas pessoas pensem que eu estou apenas aumentando, chantageando, apelando para o emocional. E eu respondo: não, não estou. Eu sou emocional. Não estou apelando nem exagerando. Estou sendo eu mesma. Sinceramente eu mesma.

E se algum dia eu agir de maneira indiferente, é porque não me importo. Sim, é lógico que eu consigo não me importar. Mas com coisas que não têm a menor importância para mim. O que faz sentido. Então, sugiro pensar duas, três vezes, antes de pedir pra que eu não me importe. Uma hora, talvez, você consiga conquistar a minha indiferença... e aí... aí não me importa mais!